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Notícias
20/10/2009

Crescimento depende de reformas, diz Molina

A queda do preço médio do seguro depende da união de todos os setores do mercado em busca de um ganho de escala maior e da redução de custos, segundo avalia o presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon, Nilton Molina, lembrando que existe um preço técnico do qual não se pode ignorar. "O custo final pode variar dependendo de questões como as despesas de comercialização e as despesas administrativas. E aí, esbarramos na escala que, quando é pequena, acaba aumentando os custos", observa o executivo.

Segundo ele, a abertura do resseguro trouxe a oportunidade de modernização do mercado brasileiro, que cresceu o equivalente a três ou quatro vezes a variação do Produto Interno Bruto (PIB). Otimista, Nilton Molina acredita que, em uma década, o setor poderá responder por até 6% do PIB brasileiro, dobrando sua participação atual. Este incremento, contudo, para ele, depende de uma conjugação de fatores, incluindo as reformas que ele considera fundamentais: a política, com mudanças no sistema eleitoral, a tributária, "que interessa mais às elites do que a população mais pobre", a trabalhista e a previdenciária, que atingem a toda a sociedade.

Ele julga necessário também que haja oferta de novos produtos, preços mais acessíveis, a modernização do sistema de distribuição e de cobrança de prêmios e a redução dos custos administrativos. Na opinião de Nilton Molina, essas metas são perfeitamente factíveis. "As mudanças dependem apenas da eficiência do mercado e de seus operadores, das autoridades e entidades de classe. Todos os entes do mercado devem trabalhar por isso", conclama.

OCIOSIDADE

Em razão da crise, segundo ele, o crescimento do mercado segurador no primeiro semestre, que foi de 8%, ficou bem abaixo do alcançado nos seis meses iniciais de 2008, frente a igual período de 2007. "Ainda assim, é quase o dobro da taxa da inflação", conforma-se. Na análise do executivo, quando há uma crise, os setores que apresentam pleno consumo sofrem mais com a redução da renda, enquanto aqueles em que há subconsumo, como o de seguros, sofrem menos. "Sendo assim - observa - o setor de seguros tem uma capacidade instalada que não está plenamente ocupada e esse é o desafio para o futuro".

Nilton Molina não tem dúvidas de que o País estaria crescendo tal como a China se fossem aprovadas as reformas necessárias, já que o chamado Custo Brasilx seria bem menor. Para ele, não há registro na história de um país que tenha crescido de forma consistente com a carga de impostos que o Brasil carrega. "Então, ou o Brasil faz essas reformas e cresce independente dos humores do restante do mundo ou será sempre prisioneiro do crescimento mundial para assegurar o seu próprio crescimento", conclui Nilton Molina.

Fonte: web - Jornal do Commercio - 16/10/2009

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